Diversificação bancária pode ser estratégia de proteção empresarial diante de ataques cibernéticos a instituições financeiras
Casos de incidentes cibernéticos relacionados a instituições financeiras vem se tornando cada vez mais frequentes. Índices do Banco Central mostram que, com 68 ocorrências até outubro, os registros de 2025 superaram a quantidade contabilizada no ano anterior. Nesta semana, o Banco do Nordeste precisou suspender temporariamente os serviços de Pix em decorrência de um incidente de segurança cibernética na infraestrutura das transações.
Para o diretor do Grupo Pilares, Paulo França, o cenário é um alerta para empresários de diferentes setores. “A dependência de um único banco para concentrar todas as transações financeiras de uma empresa expõe o empresário a um risco sistêmico muitas vezes subestimado. Ainda que o sistema bancário brasileiro seja fortemente regulado pelo Banco Central, nenhuma instituição está imune a falhas operacionais, ataques cibernéticos, bloqueios judiciais, problemas de liquidação ou intervenções regulatórias”, explica.
Um dia sem acesso à conta bancária pode ser sinônimo de salários não pagos, bloqueios de entregas por fornecedores, multas contratuais, quebra de confiança com parceiros comerciais, perda de crédito no mercado e diversas outras consequências. “Empresas operam em fluxo contínuo, e não em ciclos financeiros ideais. O caixa do dia paga o custo do dia seguinte. Quando esse fluxo fica preso, o prejuízo pode ser exponencial, mesmo que a situação seja resolvida rapidamente”, pontua.
França lembra que ataques cibernéticos não são a única preocupação, liquidação, intervenção ou encerramento de instituições financeiras, também podem significar prejuízos. “O dinheiro pode até estar garantido juridicamente, mas se não está disponível operacionalmente no momento em que a empresa precisa, é dinheiro inexistente”, afirma. “A regulação protege o sistema, mas não protege o fluxo diário da empresa. Cabe ao empresário adotar uma postura preventiva, estrutural e estratégica”, defende.
O diretor acredita que a diversificação bancária é a melhor estratégia de gestão de risco. “Deve-se manter contas operacionais em mais de um banco, separando-as em recebimentos, pagamentos, reservas e crédito. Isso reduz o risco de paralisação total, permite contingência imediata e garante continuidade operacional mesmo diante de eventos adversos”, aconselha.
O especialista chama a atenção também para a dependência de produtos bancários integrados. “Quando o mesmo banco concentra conta corrente, cobrança, antecipação de recebíveis, folha de pagamento, cartões e crédito, qualquer interrupção impacta toda a cadeia financeira da empresa”, destaca, orientando a desassociar tais funções sempre que possível.
GRUPO PILARES
Há 19 anos no mercado cearense de contabilidade, o Grupo Pilares foi desenvolvido com foco em qualidade e bom atendimento. Especialista em prestação de serviços, o grupo abrange tanto a Pilares Contabilidade, que se destina ao público empresarial de segmentos variados, quanto a Pilares Condomínios, voltada exclusivamente para o atendimento de associações de moradores e condomínios.
Formado por profissionais das áreas contábil, administrativa e de recursos humanos, o Pilares possui, entre os serviços disponíveis, contabilidade para pessoas físicas e jurídicas, BPO financeiro para empresas, consultoria tributária e jurídica, entre outros.
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