Por que mais da metade das empresas brasileiras não sobrevivem após cinco anos?
Mais da metade das empresas brasileiras encerram suas atividades antes de completar cinco anos de existência, um dado que acende um alerta sobre os desafios de gestão no ambiente de negócios do país. De acordo com a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 37,3% das empresas criadas em 2017 sobreviveram até 2022, indicando que quase seis em cada dez negócios têm uma vida curta.
Esse padrão não se restringe apenas ao longo prazo. O mesmo levantamento mostra que cerca de 20% das empresas formais encerram suas atividades ainda no primeiro ano de operação, um reflexo de dificuldades que vão desde o planejamento inicial até a capacidade de adaptação às demandas do mercado.
Em um cenário de instabilidade econômica, pressão por resultados e mudanças constantes no mercado, especialistas avaliam que a crise tem funcionado como um verdadeiro teste para a qualidade da gestão nas empresas brasileiras. Mais do que fatores externos, falhas internas como ausência de planejamento estratégico, decisões reativas e dificuldade de adaptação acabam pesando no desempenho e, em muitos casos, na sobrevivência dos negócios.
Para o executivo empresarial Lásaro do Carmo Jr, momentos de maior pressão expõem diferenças claras entre empresas que operam no curto prazo e aquelas estruturadas para decisões de longo alcance. “Crises não quebram empresas sozinhas. O que costuma definir quem atravessa esses períodos é a capacidade de leitura do cenário, reorganização interna e tomada de decisão baseada em estratégia, e não apenas em urgência”, afirma.
A discussão sobre liderança, gestão e sustentabilidade dos negócios tem ganhado espaço em fóruns voltados ao desenvolvimento empresarial, como o Summit Capital Upgrade, que reunirá gestores e executivos para debater caminhos mais consistentes de crescimento em contextos desafiadores, em Fortaleza, nos dias 10 e 11 de abril. A proposta é deslocar o foco da reação à crise para a construção de modelos de gestão mais preparados para enfrentar ciclos econômicos adversos.



Publicar comentário