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Assessoria jurídica contínua reduz riscos e custos no ambiente empresarial

O Brasil registrou aumento no número de empresas em recuperação judicial, o que tem acendido um alerta para a gestão de riscos no ambiente empresarial em 2026. Segundo levantamento do Valor Econômico, 510 empresas entraram em recuperação judicial no último trimestre de 2025. Esse dado evidencia fragilidades que vão além do desempenho financeiro e envolvem questões estruturais.

Entre os principais gargalos jurídicos enfrentados pelas empresas, estão falhas na constituição societária, ausência de planejamento tributário, problemas trabalhistas e contratos mal estruturados. A falta de definição clara sobre responsabilidades entre sócios, erros no enquadramento fiscal e a ausência de registro de propriedade intelectual são fatores que podem comprometer a continuidade dos negócios. No campo trabalhista, situações como reconhecimento de vínculo com prestadores de serviço, falhas no controle de jornada e erros em verbas rescisórias estão entre os riscos mais recorrentes.

Segundo Gabrielly Lessa, advogada especialista em Direito Público e Empresarial e sócia no escritório Lessa & Lima Associados, a adoção de uma assessoria jurídica qualificada permite identificar esses problemas de forma antecipada. “O jurídico preventivo acompanha o dia a dia da empresa, o que facilita na correção de falhas, orientação e redução da exposição a riscos que podem resultar em demandas judiciais e prejuízos”, afirma.

A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também integra a lista de pontos que necessitam de atenção, principalmente diante de um cenário em que os ataques e o vazamento de dados online têm se tornado cada dia mais usuais. Empresas que não adotam medidas de conformidade podem enfrentar multas, bloqueio de dados e ações judiciais. 

Já contratos empresariais genéricos ou incompletos seguem como uma das principais origens de litígios, ao não preverem cláusulas essenciais para a proteção das partes envolvidas. Além disso, é necessário ter atenção à proteção patrimonial dos sócios. Em determinadas ocasiões, como confusão patrimonial ou irregularidades fiscais, bens pessoais podem ser atingidos.

Para Gabrielly, a prevenção é a estratégia mais eficiente. “Estruturar políticas da empresa e revisar contratos são medidas simples, mas que reduzem custos e evitam dores de cabeça para os sócios e seus colaboradores. Muitos procuram a assessoria jurídica apenas quando o problema estoura, o que dificulta o processo”, ressalta.

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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