Sindicato denuncia atrasos salariais e falhas contratuais no Hospital Municipal de Maracanaú
O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, na última quarta-feira (22), ofício à Secretaria de Saúde de Maracanaú e à Cooperativa de Atendimento Pré & Hospitalar (COAPH) solicitando esclarecimentos e providências diante de atrasos recorrentes no pagamento de profissionais e inconsistências nos vínculos de contratação no Hospital Municipal da cidade.
A manifestação da entidade ocorre após visita técnica à unidade, que identificou irregularidades na dinâmica de repasses financeiros e na organização dos contratos de trabalho. Segundo o Sindicato, o cenário pode impactar diretamente a continuidade e a qualidade da assistência médica prestada à população.
De acordo com o levantamento, o hospital opera com múltiplos regimes de contratação, incluindo profissionais vinculados a cooperativas e atuando como pessoa jurídica (PJ). No entanto, há registros de atrasos frequentes nos pagamentos desde janeiro deste ano, situação atribuída, conforme relatos, a entraves na regularização documental.
Para o presidente do Sindicato, Dr. Edmar Fernandes, o problema revela fragilidades na gestão contratual. “Trata-se de um cenário de instabilidade nos repasses financeiros. Considerando a natureza essencial dos serviços médicos, não é admissível a manutenção de vínculos sem a devida contraprestação”, afirma.
No documento encaminhado aos órgãos responsáveis, a entidade solicita a apresentação das causas dos atrasos e a regularização imediata dos pagamentos devidos a cooperativas e prestadores de serviço. Também requer a divulgação de um cronograma detalhado para quitação dos débitos em aberto.
O ofício inclui ainda pedidos de esclarecimento sobre a situação contratual da COAPH, especialmente quanto à regularidade documental mencionada, e questiona as medidas adotadas para assegurar a continuidade dos atendimentos, evitando riscos de desassistência.
Por fim, o Sindicato defende a revisão do modelo de contratação atualmente adotado, com o objetivo de corrigir distorções recorrentes e garantir maior estabilidade nas relações de trabalho e na prestação dos serviços de saúde.



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