Impostos sobre compras internacionais geram benefícios imediatos para a economia, mas não duradouros
A cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor evitou R$ 4,5 bilhões em importações, preservou mais de 135 mil empregos e promoveu a circulação de R$ 19,7 bilhões na economia nacional em 2025. É o que aponta o levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no último dia 22 de abril.
O diretor contábil do Grupo Pilares, Claudiano Oliveira, explica que, quando o consumo em lojas internacionais ultrapassa o interesse por compras nacionais o impacto não se restringe à esfera individual. “Lojas nacionais tendem a perder vendas, o que pode levar a fechamento de empresas, redução de estoques e menor variedade de produtos locais. Pequenos e médios negócios são os mais afetados. Com menos vendas internas, empresas reduzem contratações e até demitem. Isso diminui a circulação de renda dentro do país, criando um efeito em cadeia no consumo. Compras internacionais muitas vezes pagam menos impostos. Isso reduz a arrecadação do governo, afetando investimentos públicos em áreas como saúde, educação e infraestrutura”, detalha.
O especialista lembra, porém, que nem todos os efeitos são negativos, uma vez que a competição internacional pode estimular inovação e ganhos de eficiência. “Em síntese, o consumidor ganha no curto prazo, mas a economia local pode perder em empregos, empresas e arrecadação. O equilíbrio ideal geralmente envolve concorrência externa com políticas que mantenham a competitividade interna”, pontua.
De acordo com a pesquisa da CNI, no primeiro semestre do ano passado, houve 23,4% menos remessas do que no mesmo período em 2024. Para Oliveira, a taxação, mesmo com benefícios, não é capaz de solucionar problemas sozinha. “Taxar pode ser parte da solução, mas quando vira a única estratégia, tende a proteger o presente às custas do futuro. Economias mais fortes geralmente combinam alguma proteção com aumento real de competitividade interna. Mesmo com os impostos, os consumidores continuam fazendo compras internacionais, devido ao preço e à variedade. As empresas internacionais também buscaram se adaptar, criando centros de distribuições no Brasil, por exemplo. Sem reduzir custos internos e sem aumentar a competitividade, a taxação vira só um ‘freio’, não um motor de crescimento”, defende.
O diretor acredita que a existência de uma carga tributária mais igualitária e eficiente, menos burocracia e investimentos em tecnologia estão entre as medidas complementares que podem ajudar a equilibrar as preferências de consumo dos brasileiros. “O imposto gera efeitos imediatos, porém não duradouros. Precisamos melhorar nosso ambiente interno, com estímulo a créditos mais baratos e redução da carga tributária, o que tem efeitos mais lentos”, afirma.
GRUPO PILARES
Há 19 anos no mercado cearense de contabilidade, o Grupo Pilares foi desenvolvido com foco em qualidade e bom atendimento. Especialista em prestação de serviços, o grupo abrange tanto a Pilares Contabilidade, que se destina ao público empresarial de segmentos variados, quanto a Pilares Condomínios, voltada exclusivamente para o atendimento de associações de moradores e condomínios.
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