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12º Festival Alberto Nepomuceno acontece em Fortaleza, Itapipoca e São Gonçalo do Amarante com programação gratuita e para todas as idades

Até 13 de junho, as cidades de Fortaleza, Itapipoca e São Gonçalo do Amarante sediam a 12ª edição do Festival Alberto Nepomuceno (FAN). Com formato híbrido, o evento atende públicos diversos em escolas da rede pública da zona urbana e zona rural, Museu de Arte da UFC (Mauc) e encontros virtuais. A programação iniciou nesta segunda-feira (18/5) e é totalmente gratuita.

O 12º Festival Alberto Nepomuceno integra a Política Nacional Aldir Blanc, é realizado pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura (MinC), e pela produtora Vagalume. Tem apoio institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio da Pró-Reitoria de Cultura; Museu de Arte da UFC (Mauc); Programa de Promoção da Cultura Artística; Instituto de Cultura (ICA) e Grupo de Violoncelos da UFC. Tem apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará). Conta ainda com parceria com a Rede Festivais da Arte e Cultura do Ceará e a Associação Cardume.

Com acesso gratuito, o FAN reúne ações presenciais como o concerto do Grupo de Violoncelos da UFC, apresentações em escolas públicas da DJ Renatinha, pioneira na cena de Fortaleza, e da professora universitária Silézia Franklin – que toca sanfona desde os quatro anos de idade. O festival realiza também ações virtuais que integram conversas sobre música a partir de livros e leituras, em conexão com outras artes. Um encontro de pai e filha com forte vínculo também através da música acontece dia 13 de junho, no Mauc, reunindo a DJ Renatinha e o pesquisador-colecionador Osmar Onofre.  

               “O FAN é um dos primeiros festivais culturais que acontecem, também, na zona rural do estado. Sempre pensamos em fortalecer a compreensão de escola como um espaço de vivência artística”, afirma Cris Queiroz, psicóloga e produtora cultural responsável pela direção do festival. A edição 2026 acontece em escolas do distrito de Umarituba, em São Gonçalo do Amarante; em Itapipoca, em escolas do povo Tremembé da Barra do Mundaú e da comunidade Córrego da Estrada, no Assentamentos Maceió.  

               “Queremos dar continuidade aos encontros artísticos na escola indígena Brolhos da Terra, do povo Tremembé, e aos encontros no Assentamento Maceió, em Itapipoca, bem como no Instituto Hélio Goes, em Fortaleza, que tem uma escola de música junto à Sociedade de Assistência aos Cegos”, informa Cris Queiroz.  

Em Fortaleza, o festival fortalece as trocas com o curso de Música e o Mauc. Em 2023, no museu, o festival iniciou a série de conversas Leituras Públicas Gilmar de Carvalho (1949-2021), sobre vida e obra do pensador da cultura. A série inicia agora uma versão virtual, no YouTube do festival, no âmbito dos encontros sobre acervos do Ceará reunidos na série Joias do Ceará.

Joias do Ceará

Em sua 12ª edição, o Festival Alberto Nepomuceno realiza três encontros virtuais sob o título “Joias do Ceará”. Uma proposição da jornalista Izabel Gurgel, responsável pela curadoria, pesquisa e apresentação dos encontros com quem produz, estuda, pesquisa, escreve, faz curadoria de acervos do Ceará.

 Maestro Alberto Nepomuceno

O maestro cearense Alberto Nepomuceno (1864-1920) abriu caminhos na música brasileira, com forte interesse no diálogo entre distintos saberes, usufruindo da produção de conhecimento dos chamados campos ditos erudito e popular. O maestro reconhece a riqueza da diversidade cultural do Ceará, de outros lugares do Brasil e do mundo. O FAN segue a orientação de trabalhar cruzando fronteiras entre as artes em diferentes registros.

 Trajetória do FAN

Um festival-escola, o FAN tem programação artística para pessoas de todas as idades. Já contemplou públicos em Aquiraz e Canindé (zonas urbana e rural), Aracati (sede e Canoa Quebrada), Icó e Juazeiro do Norte.

               “O Festival Alberto Nepomuceno tem condução majoritariamente feminina. Por seu caráter intergeracional, reunindo diferentes idades, trajetórias e experiências em torno da criação artística e da formação cultural, resulta em uma composição que fortalece perspectivas mais diversas, sensíveis e colaborativas na produção ao mesmo tempo em que promove o encontro entre gerações, favorecendo a troca de saberes, memórias e linguagens. Ao valorizar a presença das mulheres na gestão, curadoria e realização artística, o FAN contribui para ampliar nossa representatividade, afirmando-se também como espaço de escuta, acolhimento e construção coletiva”, pontua Cris Queiroz.

Programação 12ª edição Festival Alberto Nepomuceno

Fortaleza, Itapipoca e São Gonçalo do Amarante – Maio e junho de 2026

Fortaleza

Dia 18/05 (segunda-feira), às 15h, no Instituto Hélio Goes (Bairro São Gerardo)

Grupo de Violoncelos da UFC – projeto “O violoncelo vai à escola” 

Coordenação: Profa. Dra. Dora Utermohl de Queiroz

São Gonçalo do Amarante

Dia 21/5 (quinta-feira), às 9h30, na Escola Leonice Alcântara Brasileiro (distrito de Umarituba)

Silézia Franklin: “sanfoneirinha ‘de ouvido’, toco desde os 4 anos”

Itapipoca

Dia 22/05 (sexta-feira)

Às 9h30, no Centro de Educação Infantil Maria Aldenora de Sousa (Córrego da Estrada, Assentamento Maceió)

De repente, um desafio: DJ Renatinha e Silézia Franklin (sanfona e escaleta)  

Às 14h, na Escola Indígena Brolhos da Terra (Barra do Mundaú)

De repente, um desafio: DJ Renatinha e Silézia Franklin (sanfona e escaleta)  

Fortaleza

Dia 13/06, às 10h, no Museu de Arte da UFC (Av. da Universidade, 2854, Benfica, Fortaleza)

Da casa pra rua, conversa entre pai e filha: DJ Renatinha e o pesquisador de música Osmar Onofre

Pioneira entre as mulheres DJs no Ceará, Renatinha tem lastro de repertório em casa, filha que é do colecionador de LPs, CDs e histórias musicais Osmar Onofre. Uma conversa cheia de música, com a vitrola tocando baixinho.

Encontros virtuais Joias do Ceará

Dia 30/5 (sábado), às 10h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará

Virgínia Fukuda (80 anos de vida – 50 de Fortaleza) – Música, leitura e bordado

Uma mestra das artes de bordar, filha de japoneses nascida em São Paulo, Virgínia Fukuda passa a morar em Fortaleza em 1976. Nos últimos anos, tem constituído um acervo com sua sofisticada produção de arte têxtil, incluindo a técnica sashiko, originada no Japão. São livros de artista (exemplares únicos), peças de vestuário com relatos visuais sobre a migração japonesa, séries sobre jazz, chorinho e literatura, dentre trabalhos realizados em vários formatos.     

Dia 06/06 (sábado), às 10h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará

“Torém: brincadeira dos índios velhos”, livro de Gerson Augusto de Oliveira Jr.  

“O torém é o brinquedo que os índios velhos deixaram pra nós”. A voz de Joana Henrique Tremembé ressoa em uma das epígrafes do livro, publicado em 1998 pela editora Anna Blume e Secult Ceará. A pesquisa-dissertação de mestrado, realizada junto ao Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFC, foi contemplada em 1997 com o Prêmio Sílvio Romero, concedido pelo Ministério da Cultura – Funarte – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. O professor Gerson Augusto de Oliveira Jr. apresenta desde os primeiros registros históricos – quando o torém “designa também um instrumento musical utilizado durante a dança” – à pesquisa de campo realizada junto aos Tremembé de Almofala, no litoral Oeste do Ceará.

Dia 09/06 (terça-feira), às 19h, no YouTube do FAN – Joias do Ceará

Leituras Públicas Gilmar de Carvalho: livro “Tirinete – Rabecas da Tradição”

A pesquisa sobre rabecas nos quatro cantos do Ceará foi contemplada em 2014 com o Prêmio Rodrigo de Mello Franco, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Um pensador da cultura com uma intensa prática de atuação, Gilmar de Carvalho (1949-2021) lança em 2018 o livro que redesenha o Ceará a partir da vivência de uma mulher (Ana Soares) e homens construtores e tocadores de rabeca. Com fotos de Francisco Sousa, a publicação tem texto de apresentação de Ana Miranda. Uma edição Expressão Gráfica e Editora, está disponível também em formato pdf para livre acesso. O professor já havia publicado “Rabecas do Ceará” em 2006. Criadora da série “Joias do Ceará”, a jornalista Izabel Gurgel inicia a versão virtual das Leituras Públicas Gilmar de Carvalho.  

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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