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Maio Verde alerta para o glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo

A perda gradual da visão nem sempre é percebida. No caso do glaucoma, a evolução costuma ser silenciosa e sem sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e pode levar à cegueira irreversível. Ao longo do Maio Verde, a mobilização busca ampliar a conscientização da população sobre os riscos da doença e a necessidade de acompanhamento oftalmológico regular.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma está entre as principais causas de cegueira no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 900 mil pessoas convivam com a doença. O glaucoma é caracterizado por danos progressivos ao nervo óptico, frequentemente associados ao aumento da pressão intraocular, levando à perda gradual do campo visual.

Segundo o oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos Leiria de Andrade, Dr. Germano de Andrade (CRM-CE 4766 | RQE 2999), o principal desafio está na identificação precoce. “O glaucoma é uma doença de evolução lenta e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais. Isso faz com que o paciente mantenha suas atividades normalmente, sem perceber que já existe um processo de dano do nervo óptico em curso. Quando surgem os primeiros sinais, como a redução do campo visual, esse comprometimento já pode ser significativo”, explica.

O especialista ressalta que a perda visual ocorre de forma periférica e progressiva, o que contribui para o diagnóstico tardio. “Diferentemente de outras condições que afetam a visão central logo no início, o glaucoma compromete primeiro a visão lateral. O cérebro pode compensar essa perda por um período, o que dificulta a percepção do problema. Quando o paciente passa a esbarrar em objetos ou apresenta dificuldade para enxergar ao redor, a doença já pode estar em estágio avançado”, afirma.

Fatores de risco como histórico familiar, idade acima de 40 anos, diabetes e hipertensão aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença, reforçando a necessidade de acompanhamento regular.

“O diagnóstico do glaucoma não depende de um único exame. É uma avaliação completa, que envolve a medição da pressão intraocular, análise do nervo óptico e, frequentemente, exames complementares, como o campo visual e a tomografia de coerência óptica (OCT). Esse conjunto de informações permite identificar alterações precoces e iniciar o acompanhamento adequado”, destaca o Dr. Germano.

Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado com tratamento adequado, que varia conforme o estágio da doença e pode incluir o uso de colírios, procedimentos a laser ou cirurgia. “O tratamento tem como objetivo reduzir ou estabilizar a progressão da doença. Quando iniciado precocemente e seguido corretamente, é possível preservar a visão e evitar perdas mais severas ao longo do tempo”, completa.

Mais informações:

Telefone para contato: (85) 3266-5511 

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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