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Inadimplência em condomínios chega a 18,24% no Ceará

A inadimplência condominial chegou a 18,24% no Ceará no primeiro semestre de 2026, considerando as taxas com mais de 30 dias de atraso. O índice, registrado pela uCondo, supera as médias observadas no Nordeste e no Brasil, que ficaram em 12,71% e 12,50%, respectivamente. Na comparação, o Ceará apresenta uma diferença de 5,53 pontos percentuais em relação à média regional e de 5,74 pontos percentuais diante do indicador nacional.

O avanço dos atrasos representa um desafio para a gestão financeira dos condomínios, já que a arrecadação das taxas condominiais é a principal fonte de recursos para o pagamento de despesas como manutenção, segurança, limpeza, consumo de água e energia das áreas comuns, além de salários e fornecedores.

Quando parte dos valores previstos deixa de entrar no prazo, o impacto pode atingir diretamente o fluxo de caixa e comprometer o planejamento orçamentário. Em condomínios de maior porte, nos quais as despesas recorrentes são mais elevadas, a falta de previsibilidade das receitas pode dificultar investimentos, manutenção e cumprimento de compromissos.

Para Sarah Castro, diretora comercial do Cerus, o cenário exige que síndicos e administradoras tratem a inadimplência como parte do planejamento financeiro do empreendimento. “Quando o índice de inadimplência cresce de forma significativa, o efeito pode chegar ao planejamento das despesas, à manutenção dos serviços e à capacidade de investimento do condomínio. Por isso, é importante acompanhar os recebimentos de forma sistemática, ter processos de cobrança bem estruturados e buscar alternativas de negociação que contribuam para a recuperação dos valores em aberto sem agravar a situação financeira dos moradores”, afirma.

Além das estratégias de cobrança e negociação, o acompanhamento do fluxo de caixa permite aos gestores identificar com antecedência possíveis desequilíbrios entre receitas e despesas. A adoção de mecanismos que aumentem a previsibilidade da arrecadação também pode reduzir os efeitos da inadimplência sobre o orçamento coletivo.

Uma das soluções disponíveis no mercado é a chamada receita garantida, modelo em que o condomínio recebe os valores previstos mesmo quando há moradores inadimplentes. No Cerus, a instituição antecipa os recursos ao empreendimento e assume a gestão da recuperação dos créditos, permitindo maior previsibilidade para o planejamento financeiro.

O cenário registrado no Ceará reforça a importância de uma gestão condominial orientada por dados, com acompanhamento dos índices de inadimplência, planejamento das despesas e definição de estratégias para preservar o equilíbrio financeiro do empreendimento.

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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