Agonorexia e uso indiscriminado de canetas emagrecedoras acendem alerta na saúde, afirma Dra. Gabriela Aguiar
Médica chama atenção para os impactos físicos e emocionais do emagrecimento sem acompanhamento adequado
O crescimento da busca por medicamentos injetáveis para emagrecimento tem acendido um novo sinal de alerta na área da saúde: a chamada agonorexia, termo utilizado para descrever o uso obsessivo e sem indicação adequada de agonistas hormonais com foco exclusivo na perda de peso.
De acordo com a médica Dra. Gabriela Aguiar, o problema não está apenas no medicamento em si, mas na forma como ele vem sendo utilizado. “As canetas emagrecedoras têm indicação médica específica e podem ser ferramentas importantes no tratamento da obesidade. O risco está no uso indiscriminado, sem avaliação clínica, acompanhamento e critérios bem definidos”, explica.
Os chamados agonistas de GLP-1, inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, passaram a ser amplamente utilizados para perda de peso. No entanto, o uso sem supervisão pode provocar efeitos colaterais como náuseas intensas, vômitos, perda excessiva de massa magra, deficiências nutricionais e alterações metabólicas.
Além dos impactos físicos, a agonorexia também envolve uma dimensão comportamental. “Estamos observando pacientes que desenvolvem uma relação de dependência com o medicamento, com medo extremo de recuperar peso, mesmo quando já atingiram um resultado saudável. Isso exige atenção”, alerta a médica.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é um dos principais desafios globais de saúde pública, e o tratamento deve ser baseado em critérios científicos e segurança.



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