Ceará enfrenta onda de gripes e viroses com recorde de casos respiratórios
O número de pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), no Ceará, já ultrapassou 11 mil casos acumulados desde o início do ano, segundo levantamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Os dados mostram que os vírus respiratórios se espalharam por todo o estado, com predominância na capital Fortaleza, seguido das cidades de Maracanaú, Caucaia e Sobral. Entre os agentes detectados, o rinovírus (causador do resfriado comum) e virus sincicial respiratório (VSR) lideram a circulação, enquanto a Influenza A mantém uma presença consistente no cenário epidemiológico.
O médico clínico geral e docente do Instituto de Educação Médica (Idomed), Dr. Dantas Júnior, explica que o período é de circulação simultânea de vários agentes infecciosos incluindo variantes e, por isso, os cuidados para prevenção devem ser redobrados. “A prevenção começa com medidas básicas como lavar frequentemente as mãos, manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e usar máscara quando possível e se vacinar contra a gripe. Crianças abaixo de 5 anos, idosos, gestantes e puérperas, devem adotar cuidados extras nesse período”, explica o especialista.
Ele acrescenta que a maioria dos quadros é leve, mas merece atenção. “O tratamento consiste em hidratação, repouso, uso antitérmicos e, quando indicado, uso de antivirais prescritos por médico. Porém, se a pessoa apresentar falta de ar, febre alta persistente ou dor no peito, é essencial procurar atendimento médico o mais rápido possível.”
Gripe k
Ainda de acordo com a Sesa, o Ceará registrou três casos confirmados da gripe K este ano, dois em Caucaia e um em Fortaleza. Uma variante que tem chamado atenção das autoridades de saúde devido a sua maior transmissibilidade. “Apesar de se tratar de uma mutação do vírus já conhecido, os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum, que engloba febre, tosse, dor de garganta, dores musculares e mal-estar”, destaca o Dr. Dantas Júnior.
Sobre as formas de prevenção, o especialista explica que são os mesmos para evitar gripes e resfriados que engloba evitar aglomerações, manter a distância de pessoas com sintomas, lavar sempre as mãos e evitar levar as mãos à boca e aos olhos. “São medidas simples, mas eficazes”, finaliza Dr. Dantas.



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