Nove municípios cearenses seguem com salários de médicos em atraso, aponta Devedômetro do Sindicato
O Sindicato dos Médicos do Ceará divulgou, nesta segunda-feira (8), a atualização do Devedômetro, ferramenta que monitora mensalmente os municípios cearenses com pendências salariais junto aos profissionais da categoria. Em novembro, nove cidades registraram atrasos no pagamento, considerando diferentes períodos e unidades de saúde.
Fortaleza voltou a compor a lista em razão da falta de repasse da primeira parcela do 13º salário dos médicos celetistas vinculados ao Instituto Cisne. Já Itapipoca ingressou no Devedômetro devido ao não pagamento referente ao mês de outubro. São Luís do Curu permanece na relação até quitar o débito acordado com a entidade referente ao mês de dezembro de 2024. Os demais municípios seguem com pendências registradas em atualizações anteriores, conforme detalhado abaixo.
Municípios com salários em atraso até novembro de 2025:
– Altaneira – Hospital Municipal Euclides Nogueira Santana (dezembro de 2024)
– Capistrano – Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Nazaré (novembro e dezembro de 2024) Cascavel – Unidade de Convivência do Autista (outubro, novembro e dezembro de 2024)
– Caucaia – Hospital Municipal Abelardo Gadelha da Rocha e UPAs (novembro e dezembro de 2024)
– Pacatuba – UPA de Pacatuba (dezembro de 2024)
– Sobral – UPA Sobral (novembro e dezembro de 2024)
– São Luís do Curu – Hospital Municipal Antônio Ribeiro da Silva (dezembro de 2024)
– Itapipoca – Atenção Primária e UPA (outubro de 2025)
– Fortaleza – Unidades geridas pelo Instituto Cisne (1ª parcela do 13º salário – novembro de 2025)
Caso algum município regularize o pagamento após esta atualização, a retificação será realizada no Devedômetro do mês seguinte.
Além das dívidas atuais, o Sindicato também mantém o registro de municípios que possuem ações judiciais em andamento para assegurar a remuneração dos profissionais. Entre eles estão Acarape (novembro e dezembro de 2020), Aracati (plantões de 4 e 5 de março de 2019 na UPA), Catunda (plantões de novembro de 2016), Horizonte (fevereiro de 2023), Maranguape (dezembro de 2020), Morada Nova (outubro de 2021), Mulungu (agosto, setembro e outubro de 2015), Paramoti (dezembro de 2020) e Pires Ferreira (2012).
O presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Edmar Fernandes, destaca que o Devedômetro funciona como um instrumento de transparência e alerta para os profissionais. “Ele é uma ferramenta monitorada pelo nosso Departamento Jurídico para verificar quais os municípios costumam atrasar os pagamentos dos médicos, servindo de alerta para os profissionais que desejam atuar nessas localidades”, afirma.
O Sindicato reforça ainda que os médicos devem documentar seus plantões para fins de comprovação. Após o registro do prejuízo salarial, a entidade realiza checagem e tenta resolver a situação de forma administrativa. Se não houver acordo, são adotadas as medidas judiciais cabíveis. Criado em 2017, o Devedômetro inicialmente reunia apenas municípios com ações judiciais, mas hoje também monitora dívidas atuais ainda em fase de cobrança administrativa.


