×

O custo do “scroll” infinito: Especialista alerta para os impactos do consumo exagerado de redes sociais na saúde mental e no sono

Vivemos em uma era em que a última imagem antes do descanso e o primeiro estímulo ao despertar vêm da tela de um smartphone. Embora as plataformas digitais tenham sido criadas para conectar pessoas, o uso excessivo e sem estratégia tem cobrado um preço alto da saúde pública, refletido no aumento significativo de casos de ansiedade, depressão e distúrbios crônicos do sono.

O consumo de redes sociais é estruturado para gerar o máximo engajamento, muitas vezes funcionando em um ciclo de recompensas que pode levar à dependência. Cada interação provoca uma descarga de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, criando uma busca constante por novos estímulos. Essa necessidade de validação externa, somada à comparação frequente com as “vidas perfeitas” exibidas no ambiente digital, mantém o indivíduo em estado permanente de alerta, distorce a percepção da realidade e contribui para o esgotamento mental.

Além dos impactos psicológicos, o uso noturno dos dispositivos também provoca efeitos físicos e biológicos. Segundo Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH, a luz azul emitida pelas telas interfere diretamente na produção de melatonina, hormônio responsável por sinalizar ao corpo o momento de descansar.

“Somado a isso, o fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo) e a vigilância cognitiva mantêm o cérebro em processamento ativo durante horas que deveriam ser dedicadas ao desligamento e à recuperação celular, resultando em um sono fragmentado e de baixa qualidade”, explica.

Para minimizar esses impactos, a especialista defende uma reeducação digital baseada em consciência, limites claros e uso intencional da tecnologia. Entre as recomendações estão a prática da higiene do sono — com o desligamento das telas pelo menos uma hora antes de dormir — e a criação de momentos livres de tecnologia, como durante as refeições ou atividades de lazer offline.

Outra medida importante é realizar uma curadoria ativa das contas seguidas nas redes sociais e utilizar ferramentas de monitoramento de tempo de uso. Dessa forma, o celular pode voltar a ser uma ferramenta produtiva no cotidiano, em vez de um gatilho constante de ansiedade.

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

Publicar comentário