Sindicato dos Médicos do Ceará cobra regularização de pagamentos em unidades públicas de saúde de Fortaleza
O Sindicato dos Médicos do Ceará oficiou instituições responsáveis pela gestão de serviços públicos de saúde em Fortaleza para cobrar a regularização de pagamentos em atraso a médicos que atuam na rede municipal. As notificações envolvem profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Edson Queiróz, Itaperi e Jangurussu, além do Hospital Fernandes Távora.
No caso das UPAs, o ofício foi encaminhado ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), responsável pela administração das unidades. O documento solicita esclarecimentos e a quitação imediata dos honorários referentes ao mês de dezembro de 2025. De acordo com relatos recebidos pelo Sindicato, os médicos seguem sem previsão de pagamento, o que compromete a subsistência dos profissionais e gera insegurança quanto à continuidade da prestação dos serviços.
A entidade destaca que a persistência dos atrasos pode impactar diretamente o funcionamento das unidades e a qualidade do atendimento à população, além de provocar desmobilização das equipes médicas. Diante do cenário, o Sindicato não descarta a adoção de medidas administrativas e legais caso não haja solução em prazo razoável.
Paralelamente, o Sindicato também notificou o Instituto Práxis de Educação, Cultura e Ação Social, responsável pela gestão do Hospital Fernandes Távora. O ofício solicita esclarecimentos sobre o não pagamento dos médicos referente ao mês de outubro de 2025. Segundo os profissionais, os valores permanecem em aberto, gerando prejuízos financeiros e dificuldades no exercício regular das atividades.
O Sindicato reforça que a regularização dos pagamentos é essencial para garantir condições dignas de trabalho aos médicos e assegurar a continuidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do sistema público de saúde em Fortaleza.


