Além do diagnóstico: Rede Oto reforça a importância dos cuidados contínuos no pós-câncer de mama
O mês de outubro é amplamente reconhecido pela conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, neoplasia de maior incidência entre as mulheres no Brasil, com estimativa de mais de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No entanto, o encerramento das etapas mais agressivas do tratamento, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, não marca o fim da assistência médica.
Após a cura clínica ou a entrada em remissão, a paciente transita para a fase de survivorship (sobrevivência ao câncer), momento em que a vigilância oncogênica e a saúde integral continuam sendo prioridades absolutas. O acompanhamento médico rigoroso visa monitorar possíveis sinais de recidiva local ou à distância, além de controlar reações adversas decorrentes do tratamento prévio.
De acordo com o Dr. José Vilar de Andrade Neto, mastologista e cirurgião mamário da Rede Oto, o término das sessões de quimioterapia ou radioterapia representa uma mudança de etapa, e não a alta definitiva: “O encerramento das terapias ativas é um momento de celebração, mas requer a transição responsável para um plano de seguimento personalizado. A mulher curada precisa manter consultas regulares e exames de imagem contínuos, além de receber suporte para lidar com sequelas físicas e hormonais. A assistência no pós-câncer é fundamental para que a paciente recupere sua funcionalidade e vitalidade com total segurança.”
A realização de exames periódicos de rastreio, como a mamografia anual e a ressonância magnética quando indicada, permanece indispensável para monitorar a mama preservada ou a região reconstruída, permitindo a detecção precoce de qualquer alteração. Paralelamente, o manejo da hormonioterapia exige atenção constante, já que o uso desses medicamentos pode se estender de cinco a dez anos para tumores com receptores hormonais positivos, demandando controle de sintomas articulares, fogachos e prevenção da osteoporose.
Além do aspecto oncológico direto, a reabilitação física atua no resgate da mobilidade e na prevenção do linfedema por meio da fisioterapia especializada. A saúde cardiovascular e metabólica também recebe monitoramento dedicado para mitigar impactos de certas terapias no coração. Por fim, o suporte psicoemocional contínuo apoia a reorganização da rotina e o enfrentamento do medo de recidiva. Para responder a essas demandas, a Rede Oto dispõe de estrutura hospitalar completa, corpo clínico multidisciplinar e centro de diagnóstico por imagem de alta precisão para acompanhar as pacientes em todas as fases da jornada da saúde da mulher.



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