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Conjuntivite viral: altamente contagiosa, casos exigem cuidados e isolamento

Olhos avermelhados, lacrimejamento, sensação de areia e coceira costumam ser encarados como um incômodo passageiro. No entanto, esses sintomas podem indicar um quadro de conjuntivite viral, uma infecção ocular de alta transmissibilidade que pode ganhar força em períodos de maior circulação de vírus respiratórios e de convivência em ambientes fechados, como empresas e transporte coletivo.

A facilidade de disseminação faz da doença um desafio para a saúde. O vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com secreções oculares e também pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas, fronhas, maquiagem e colírios. Em muitos casos, basta um integrante da família adoecer para que outras pessoas sejam infectadas nos dias seguintes.

Segundo o oftalmologista da Hapvida, Herlon Pinheiro, o primeiro passo diante dos sintomas é evitar a automedicação e reforçar os cuidados de higiene. “A conjuntivite viral costuma evoluir de forma benigna, mas é extremamente contagiosa. A higienização frequente das mãos e o afastamento de ambientes coletivos durante o período de transmissão são fundamentais para reduzir novos casos”, afirma.

Apesar de bastante comum, a conjuntivite ainda costuma ser confundida com outras inflamações oculares. Enquanto a forma viral provoca, em geral, vermelhidão intensa, lacrimejamento e secreção aquosa, a bacteriana apresenta secreção mais espessa e amarelada. Já a conjuntivite alérgica está mais relacionada à coceira intensa e ao histórico de alergias.

Por ser uma condição geralmente autolimitada, os pacientes devem buscar orientação médica para confirmar o diagnóstico e receber as recomendações adequadas para aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do quadro que pode envolver dor ocular intensa, diminuição da visão, sensibilidade importante à luz, trauma nos olhos ou quando os sintomas persistem ou pioram, mesmo com as medidas iniciais.

Para o especialista, outro erro comum é manter a rotina normalmente nos primeiros dias da infecção. “Ao perceber os primeiros sinais, o ideal é evitar ambientes coletivos, não compartilhar objetos de uso pessoal e buscar orientação médica. São atitudes simples que interrompem a cadeia de transmissão e protegem familiares, colegas de trabalho e outras pessoas da ação viral”, ressalta Herlon.

Na maioria dos pacientes, a recuperação ocorre entre uma e duas semanas. Ainda assim, o período de transmissão pode começar antes mesmo do surgimento dos sintomas e permanecer enquanto houver secreção ocular. Por isso, especialistas reforçam que medidas simples, como lavar as mãos com frequência, evitar tocar os olhos, não compartilhar objetos pessoais e procurar assistência médica logo no início dos sintomas, continuam sendo formas importantes de controlar a disseminação da doença.

Sobre a Hapvida 

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil. 

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial, além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico. 

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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