Dor nas costas cresce 37,5% no Brasil e avanço entre jovens acende alerta
A dor nas costas deixou de ser um problema associado apenas ao envelhecimento ou ao esforço físico intenso. Dados do sistema público de saúde (DataSUS) apontam crescimento de 37,5% nos atendimentos hospitalares relacionados a problemas de coluna no Brasil nos últimos cinco anos. Entre crianças e adolescentes de até 19 anos, o aumento chega a 72,8%, reforçando o alerta para hábitos que começam cada vez mais cedo.
O cenário acompanha um problema de dimensão mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a dor lombar a principal causa de incapacidade no mundo. Em 2020, aproximadamente 619 milhões de pessoas conviviam com o problema, e a projeção da entidade é de que esse contingente alcance 843 milhões em 2050.
Para o fisioterapeuta Dr. Helder Montenegro, CEO do Grupo Velas, os números mostram a necessidade de olhar para a saúde da coluna antes que a dor se torne recorrente ou incapacitante.
“Estamos diante de uma mudança importante no perfil dos pacientes. A dor nas costas não é mais uma queixa concentrada nas pessoas mais velhas. Temos uma população que passa muitas horas sentada, utiliza telas por períodos prolongados e se movimenta menos no dia a dia. Quando esses hábitos não são compensados por atividade física e fortalecimento muscular, a coluna acaba sentindo os efeitos”, explica Dr. Helder.
Sedentarismo está entre os principais fatores de risco
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), do IBGE, aponta que 21,6% dos brasileiros com 18 anos ou mais, número que representa aproximadamente 34,3 milhões de pessoas, relataram algum problema crônico de coluna.
Segundo Helder Montenegro, permanecer sentado, isoladamente, não deve ser tratado como o grande vilão. O problema está principalmente na falta de movimentos durante períodos prolongados e na baixa capacidade física para suportar as demandas do cotidiano.
“Não existe uma posição única que vá proteger a coluna durante todo o dia. Nosso corpo foi feito para se movimentar. Mais importante do que tentar encontrar uma postura perfeita é alternar posições, fazer pequenas pausas, caminhar e desenvolver força e mobilidade de forma progressiva”, destaca o fisioterapeuta.
O crescimento dos atendimentos entre crianças e adolescentes também chama atenção. Mudanças nos hábitos cotidianos, com mais tempo diante de celulares, computadores e videogames e menor nível de atividade física, colocam a prevenção da dor nas costas também na agenda de saúde das famílias.
“Quando crianças e adolescentes passam boa parte do dia em atividades sedentárias, precisamos olhar não apenas para a postura, mas para o conjunto da rotina. Estimular esporte, brincadeiras, atividades ao ar livre e exercícios adequados à idade é uma maneira de construir uma relação mais saudável com o movimento desde cedo”, afirma Montenegro.
Movimento também faz parte do tratamento
Para o especialista, outro ponto importante é evitar a ideia de que toda dor nas costas exige repouso absoluto. Na ausência de sinais clínicos de maior gravidade, a manutenção ou retomada gradual das atividades pode fazer parte do processo de recuperação, sempre respeitando as condições de cada paciente.
“Um dos principais objetivos do tratamento é devolver segurança ao paciente para se movimentar. O repouso excessivo pode levar à perda de força e de capacidade funcional. O caminho passa por uma avaliação individualizada e, quando indicado, pela retomada progressiva do movimento, fortalecimento muscular e mudança de hábitos”, explica Dr. Helder.
Alguns sintomas, entretanto, exigem atenção. Dor muito intensa ou progressiva, perda de força nas pernas, alterações importantes de sensibilidade, dificuldade para caminhar, febre, perda de peso sem causa aparente ou alterações no controle da urina e das fezes devem motivar avaliação profissional.
Para Helder Montenegro, a prevenção passa principalmente pela incorporação do movimento à rotina.
“Não precisamos esperar a coluna doer para começar a cuidar dela. Atividade física regular, fortalecimento muscular, controle do peso e pausas durante períodos prolongados de trabalho ou estudo são medidas que podem fazer diferença ao longo da vida. A mensagem mais importante é simples: coluna saudável precisa de movimento”, conclui.
Sobre o Grupo Velas
O Grupo Velas é o maior grupo de franquias na área de fisioterapia na América Latina, com mais de 150 clínicas espalhadas pelo Brasil, sendo 45 próprias e as demais franqueadas. Seu compromisso é com a saúde e o bem-estar dos pacientes, com foco na resolução de problemas relacionados a dores na coluna, quadril e joelho.
As clínicas são referência em tratamento fisioterapêutico, oferecendo abordagens personalizadas e baseadas em evidências para garantir a recuperação e a qualidade de vida dos pacientes. Com uma equipe altamente qualificada e tecnologias de ponta, o grupo é dedicado a proporcionar o melhor cuidado possível.



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