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Mastoidite bilateral: condição rara reacende alerta para complicações de infecções de ouvido

A recente internação do apresentador cearense João Inácio Júnior em decorrência de uma mastoidite bilateral chamou a atenção para uma condição pouco conhecida pela população. O episódio trouxe visibilidade aos riscos de infecções de ouvido que não recebem tratamento adequado e reforçou a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações.

O problema geralmente surge quando uma otite média evolui e se espalha para as cavidades da mastoide, provocando inflamação e acúmulo de secreções. Quando atinge os dois lados da cabeça, recebe o nome de mastoidite bilateral e demanda avaliação médica imediata.

Uma situação que pode favorecer o surgimento de uma otite média é a lavagem nasal com soro fisiológico realizada de forma inadequada. Nesses casos, secreções podem alcançar o ouvido e contribuir para o desenvolvimento de complicações. Especialistas ressaltam, no entanto, que a lavagem nasal continua sendo uma importante aliada da saúde respiratória quando feita corretamente e com orientação adequada.

Segundo Glauco Norões, médico otorrinolaringologista da Hapvida, a mastoidite costuma ser consequência de uma infecção no ouvido que não evoluiu como esperado. “Na maioria dos casos, a mastoidite é uma evolução de uma otite que não respondeu ao tratamento ou que apresentou agravamento do quadro infeccioso”, explica.

Os sintomas mais frequentes incluem dor intensa atrás das orelhas, febre, vermelhidão e inchaço na região mastoidea, além de secreção no ouvido e redução da audição. Nos quadros bilaterais, os sinais podem surgir simultaneamente dos dois lados, tornando o desconforto ainda mais intenso.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica e, quando necessário, complementado por exames que permitem avaliar a extensão da infecção e identificar possíveis complicações. “A mastoidite não deve ser encarada como uma simples dor de ouvido. Quando não tratada corretamente, pode evoluir para problemas mais graves”, alerta o especialista.

Apesar de ser considerada incomum na era dos antibióticos, a mastoidite bilateral permanece uma condição potencialmente grave. Entre as complicações possíveis estão perda auditiva, formação de abscessos, infecções profundas e, em situações raras, comprometimento de estruturas intracranianas, como meningite e abscessos cerebrais.

Diagnóstico precoce faz diferença: A principal forma de prevenção é identificar e tratar adequadamente as infecções de ouvido desde os primeiros sinais. A orientação é buscar assistência médica diante de dor persistente, febre associada a sintomas otológicos ou piora do quadro mesmo após o início do tratamento. “O reconhecimento precoce dos sintomas aumenta as chances de recuperação completa e reduz significativamente o risco de sequelas”, reforça Glauco Norões.

O tratamento geralmente envolve o uso de antibióticos, muitas vezes por via intravenosa nos casos mais avançados. Dependendo da gravidade, pode ser necessária a drenagem cirúrgica da secreção acumulada ou outros procedimentos para controle da infecção.

O caso que ganhou repercussão recentemente com o apresentador Joao Inácio Junior 

amplia o conhecimento sobre uma condição ainda pouco conhecida pela população. A maior conscientização sobre a doença pode favorecer o diagnóstico precoce e aumentar as chances de recuperação sem sequelas.

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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