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Morre Netinho, ícone do axé music, aos 60 anos, após complicações de câncer

O cantor Netinho, um dos nomes marcantes da história do axé music no Brasil, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. Conhecido nacionalmente por músicas como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Prefixo de Verão”, o artista construiu uma trajetória ligada à expansão da música baiana e à popularização do gênero em diferentes regiões do país.

A morte foi confirmada pela equipe do cantor por meio de uma publicação nas redes sociais oficiais. Segundo informações divulgadas pela assessoria, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que afeta o sistema linfático. O quadro de saúde evoluiu para insuficiência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Diagnóstico e tratamento

Netinho enfrentava problemas de saúde desde 2025, quando recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin. Naquele período, o cantor precisou ser internado após apresentar fortes dores nas pernas e nas costas, além de dificuldades de locomoção.

Após iniciar o tratamento, o artista chegou a apresentar melhora e retomou parte de seus compromissos profissionais. Entretanto, em 2026, a doença voltou a se manifestar, exigindo uma nova etapa de acompanhamento médico e sessões de quimioterapia.

Nos meses anteriores à morte, Netinho compartilhou informações sobre o tratamento com os fãs. Em agosto, relatou ter avançado nas sessões de quimioterapia e mencionou a possibilidade de realizar um transplante autólogo de medula óssea após a conclusão das etapas previstas.

No fim de setembro, o cantor anunciou que se afastaria temporariamente das redes sociais para concentrar suas energias no tratamento. Ele permanecia internado em Salvador, onde recebia assistência médica.

A evolução do quadro clínico tornou-se mais grave, com complicações que culminaram em sua morte nesta terça-feira.

A trajetória de Netinho na música brasileira

Nascido em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, começou a construir sua história musical ainda jovem.

Depois de se mudar com a família para Salvador, desenvolveu seu interesse pela música e aprendeu a tocar violão. Durante a faculdade de Engenharia Civil, passou a cantar profissionalmente e se aproximou da cena musical da capital baiana.

Na década de 1980, ganhou espaço no Carnaval de Salvador e integrou a Banda Beijo, grupo que ajudou a impulsionar sua carreira. A canção “Beijo na Boca” tornou-se um dos primeiros grandes sucessos associados à sua trajetória.

No início dos anos 1990, Netinho iniciou sua carreira solo e ampliou sua presença no cenário nacional. A combinação de ritmos dançantes, melodias populares e apresentações marcadas pela energia ajudou a consolidar seu nome entre os artistas de destaque do axé music.

“Milla” marcou gerações

Entre os maiores sucessos da carreira do cantor, “Milla” ocupa um lugar especial na memória do público. A música ganhou grande repercussão e se tornou presença frequente em festas, carnavais e apresentações musicais pelo Brasil.

O repertório de Netinho também inclui canções como “Preciso de Você”, “Pra Te Ter Aqui” e “Prefixo de Verão”, que contribuíram para ampliar sua popularidade e fortalecer sua ligação com o público.

Durante os anos 1990, o axé music viveu um período de grande projeção nacional, impulsionado pelo Carnaval de Salvador, pelos trios elétricos e pela presença de artistas baianos nas rádios e na televisão. Netinho integrou essa geração que ajudou a levar a música produzida na Bahia para diferentes públicos.

Sua carreira ficou associada à atmosfera festiva do Carnaval e à capacidade de transformar suas apresentações em momentos de participação coletiva, com músicas conhecidas por diferentes gerações.

Despedida será reservada

Após a confirmação da morte, a equipe do cantor publicou uma mensagem de despedida, destacando sua trajetória artística, seu talento e a relação construída com fãs e admiradores ao longo dos anos.

O comunicado ressaltou que a voz, a energia e a maneira particular de se conectar com o público permanecerão na memória de quem acompanhou sua carreira.

Segundo a assessoria, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos, conforme o desejo manifestado pelo próprio artista. A equipe também pediu respeito à privacidade das pessoas próximas neste momento de luto.

Legado na música brasileira

A morte de Netinho representa a despedida de um artista que participou de uma fase importante da música popular brasileira. Sua trajetória esteve diretamente ligada ao crescimento do axé music e à força cultural do Carnaval baiano, que se tornou uma das principais vitrines da música brasileira.

Com sucessos que atravessaram décadas, o cantor conquistou espaço no repertório de festas populares e manteve uma relação duradoura com admiradores de diferentes idades.

A permanência de músicas como “Milla” e “Beijo na Boca” na memória do público evidencia a dimensão de sua contribuição artística. Mais do que os números e as apresentações, Netinho deixa uma obra associada à alegria, à dança e à identidade musical da Bahia.

Aos 60 anos, o cantor encerra sua trajetória, mas suas canções seguem como parte da história do axé music e da memória afetiva de milhões de brasileiros.

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

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