Nova NR-1 entra em contagem regressiva e expõe despreparo das empresas para risco psicossocial
A menos de 30 dias da entrada em vigor da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais nas empresas, o Brasil ainda enfrenta um cenário de baixa preparação. Dados recentes mostram que a maioria das organizações não possui estrutura para lidar com questões como estresse, burnout e assédio no ambiente de trabalho.
Pesquisa realizada pela Heach Recursos Humanos, em janeiro deste ano, revelou um dado preocupante: 68% das empresas brasileiras admitem ainda não compreender as mudanças práticas da norma, e 62% não possuem indicadores para monitorar riscos psicossociais — o coração da nova exigência.
O gargalo: financeiro, cultural ou de gestão?
A baixa prontidão das organizações levanta um debate necessário sobre os motivos desse atraso. Especialistas apontam que o problema raramente é financeiro. O verdadeiro desafio é cultural.
A miopia do curto prazo — Muitas empresas ainda operam sob uma lógica reativa, esperando o afastamento ou o processo judicial para agir. A nova NR-1 exige o oposto: um modelo preventivo e estruturado de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
O “ponto cego” da liderança — A liderança é um dos principais fatores de risco psicossocial nas equipes, mas também um dos menos preparados. Dados indicam que 67% dos gestores nunca passaram por uma avaliação comportamental ou psicológica estruturada, deixando-os desarmados para lidar com a pressão emocional e o burnout de seus liderados.
“A diferença entre discurso e prática — Embora 78% das corporações afirmem se preocupar com a saúde mental, apenas 23% possuem orçamento e políticas formais voltadas ao tema. A NR-1 surge para encerrar a era do “marketing de bem-estar” e inaugurar a era da evidência e da governança”, afirma o psicanalista e especialista em neurociências e saúde mental, Mario Lopes.
O risco do “dia seguinte”
Ignorar o calendário da NR-1 não traz apenas o risco de multas administrativas. O impacto real está na sustentabilidade do negócio. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico de mais de meio milhão de afastamentos por transtornos mentais. Com a nova norma, o nexo causal entre o ambiente de trabalho e o adoecimento psíquico tende a se tornar juridicamente mais evidente.
“A nova NR-1 não está criando um problema novo; ela está apenas iluminando um risco que as empresas brasileiras escolheram ignorar por décadas”, afirma o psicanalista e especialista em neurociências e saúde mental, Mario Lopes. “O desafio agora não é apenas jurídico, é humano. Quem não preparar suas lideranças para gerir pessoas — e não apenas metas — chegará a maio com um passivo impagável”, reforça o especialista.
Investir na saúde dos colaboradores também representa retorno financeiro para as empresas. Estudo clássico publicado na revista científica Health Affairs, conduzido por pesquisadores das universidades de Harvard e Michigan, aponta que, em média, cada dólar investido em programas de saúde e bem-estar corporativo pode gerar um retorno próximo de cinco dólares, considerando a redução de custos médicos e a diminuição do absenteísmo.
Sobre a nova NR-1
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 exige que as empresas incluam os riscos psicossociais — como estresse, assédio, burnout e sobrecarga mental — em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR). A norma determina a identificação, avaliação e, obrigatoriamente, a implementação de um plano de ação contínuo para mitigar esses fatores.
Levantamentos indicam que maioria das organizações ainda não estruturou gestão de saúde mental exigida por lei a partir de maio de 2026
A menos de 30 dias da entrada em vigor da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais nas empresas, o Brasil ainda enfrenta um cenário de baixa preparação. Dados recentes mostram que a maioria das organizações não possui estrutura para lidar com questões como estresse, burnout e assédio no ambiente de trabalho.
Pesquisa realizada pela Heach Recursos Humanos, em janeiro deste ano, revelou um dado preocupante: 68% das empresas brasileiras admitem ainda não compreender as mudanças práticas da norma, e 62% não possuem indicadores para monitorar riscos psicossociais — o coração da nova exigência.
O gargalo: financeiro, cultural ou de gestão?
A baixa prontidão das organizações levanta um debate necessário sobre os motivos desse atraso. Especialistas apontam que o problema raramente é financeiro. O verdadeiro desafio é cultural.
A miopia do curto prazo — Muitas empresas ainda operam sob uma lógica reativa, esperando o afastamento ou o processo judicial para agir. A nova NR-1 exige o oposto: um modelo preventivo e estruturado de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
O “ponto cego” da liderança — A liderança é um dos principais fatores de risco psicossocial nas equipes, mas também um dos menos preparados. Dados indicam que 67% dos gestores nunca passaram por uma avaliação comportamental ou psicológica estruturada, deixando-os desarmados para lidar com a pressão emocional e o burnout de seus liderados.
“A diferença entre discurso e prática — Embora 78% das corporações afirmem se preocupar com a saúde mental, apenas 23% possuem orçamento e políticas formais voltadas ao tema. A NR-1 surge para encerrar a era do “marketing de bem-estar” e inaugurar a era da evidência e da governança”, afirma o psicanalista e especialista em neurociências e saúde mental, Mario Lopes.
O risco do “dia seguinte”
Ignorar o calendário da NR-1 não traz apenas o risco de multas administrativas. O impacto real está na sustentabilidade do negócio. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico de mais de meio milhão de afastamentos por transtornos mentais. Com a nova norma, o nexo causal entre o ambiente de trabalho e o adoecimento psíquico tende a se tornar juridicamente mais evidente.
“A nova NR-1 não está criando um problema novo; ela está apenas iluminando um risco que as empresas brasileiras escolheram ignorar por décadas”, afirma o psicanalista e especialista em neurociências e saúde mental, Mario Lopes. “O desafio agora não é apenas jurídico, é humano. Quem não preparar suas lideranças para gerir pessoas — e não apenas metas — chegará a maio com um passivo impagável”, reforça o especialista.
Investir na saúde dos colaboradores também representa retorno financeiro para as empresas. Estudo clássico publicado na revista científica Health Affairs, conduzido por pesquisadores das universidades de Harvard e Michigan, aponta que, em média, cada dólar investido em programas de saúde e bem-estar corporativo pode gerar um retorno próximo de cinco dólares, considerando a redução de custos médicos e a diminuição do absenteísmo.
Sobre a nova NR-1
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 exige que as empresas incluam os riscos psicossociais — como estresse, assédio, burnout e sobrecarga mental — em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR). A norma determina a identificação, avaliação e, obrigatoriamente, a implementação de um plano de ação contínuo para mitigar esses fatores.



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