Pejotização possibilita maiores salários, mas também evidencia potenciais riscos à proteção trabalhista e previdenciária
A contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ) segue em alta no mercado de trabalho brasileiro. Um levantamento feito pelo Infojobs demonstra que, no primeiro semestre de 2026, vagas PJ ofereceram em média R$ 4.896,64 como salário, enquanto as oportunidades para carteira assinada apresentaram média de remuneração de R$ 2.649,29.
A diferença entre os valores ilustra uma das razões pelas quais a chamada “pejotização” tem crescido no país, sendo uma forma de funcionários alcançarem melhores salários e de empresas reduzirem custos trabalhistas. No entanto, a gerente operacional do Grupo Pilares, Fernanda Vasconcelos, lembra que, embora empresas não tenham que cumprir com as obrigações previstas no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ainda há regras que devem ser seguidas. “É preciso respeitar o contrato de prestação de serviços e evitar características típicas de uma relação de emprego, como subordinação, pessoalidade, habitualidade e onerosidade. Se esses elementos estiverem presentes, a contratação pode ser questionada e gerar o reconhecimento do vínculo trabalhista”, destaca.
Ainda que a contratação PJ esteja se tornando cada vez mais popular, Vasconcelos chama a atenção para a necessidade de analisar vantagens e desvantagens do regime. “É essencial avaliar se a remuneração compensa a ausência de férias, 13º, FGTS, entre outros benefícios, além de considerar os custos como impostos, contador e previdência. Além disso, é fundamental ter um contrato claro, com definição de valores, forma de pagamento e responsabilidades”, pontua.
De acordo com a especialista, em um cenário nacional, a “pejotização” pode significar maior flexibilidade para empresas e profissionais, no entanto, um crescimento sem critérios pode representar riscos à proteção trabalhista e previdenciária dos profissionais. “Para as empresas, a ‘pejotização’ também aumenta o risco de passivos trabalhistas, caso o PJ seja utilizado apenas para substituir uma contratação CLT, mas a relação continue funcionando, na prática, como emprego”, alerta.
GRUPO PILARES
Há 19 anos no mercado cearense de contabilidade, o Grupo Pilares foi desenvolvido com foco em qualidade e bom atendimento. Especialista em prestação de serviços, o grupo abrange tanto a Pilares Contabilidade, que se destina ao público empresarial de segmentos variados, quanto a Pilares Condomínios, voltada exclusivamente para o atendimento de associações de moradores e condomínios.
Formado por profissionais das áreas contábil, administrativa e de recursos humanos, o Pilares possui, entre os serviços disponíveis, contabilidade para pessoas físicas e jurídicas, BPO financeiro para empresas, consultoria tributária e jurídica, entre outros.
Para mais informações acesse www.pilaresgestao.com.br ou @pilarescontabil, no Instagram.
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