×

Pesquisador Jacinto Junior leva oficina sobre escrita para escolas, universidades e espaços de formação

Escrever faz parte da rotina de estudantes, professores, pesquisadores, profissionais e escritores, mas nem sempre colocar uma ideia no papel acontece de maneira simples. A dificuldade para começar, o excesso de autocorreção e a busca por um texto considerado “perfeito” podem transformar a escrita em uma atividade marcada por ansiedade e bloqueios. É a partir dessa realidade que o escritor e pesquisador Jacinto Junior desenvolveu a oficina O Rio da Escrita, uma experiência que pode ser aplicada em escolas, universidades e outros espaços onde a escrita ocupa papel importante.

Mestre em Cognição e Comportamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jacinto Junior construiu sua proposta a partir do encontro entre seus estudos em psicologia, sua experiência como escritor e suas pesquisas sobre o processo de escrita. A oficina integra o projeto Parnaso e foi desenvolvida depois de anos de estudos e práticas relacionados ao comportamento de quem escreve.

Uma oficina para quem precisa escrever

A proposta não é ensinar um gênero textual específico, mas trabalhar o próprio processo de escrita. Por isso, O Rio da Escrita pode atender diferentes públicos: desde estudantes que precisam desenvolver trabalhos acadêmicos até escritores em processo de criação e profissionais que dependem da produção textual em sua rotina.

A metodologia parte da compreensão de que escrever e revisar são comportamentos diferentes. Durante a oficina, os participantes são estimulados a separar o momento de colocar as ideias no papel da etapa posterior de edição e lapidação. Segundo Jacinto, essa mudança pode ajudar a diminuir a sobrecarga provocada pela tentativa de criar e corrigir simultaneamente.

O método apresentado na oficina é organizado em etapas que passam por esqueleto e ideação, escrita livre, repouso do texto e edição final. A proposta é reduzir a sobrecarga cognitiva e permitir que o participante compreenda melhor cada momento do processo, em vez de tentar resolver todas as questões do texto ao mesmo tempo.

Da sala de aula ao ambiente profissional

A abordagem pode encontrar espaço especialmente em instituições de ensino. Em escolas, a oficina pode ser utilizada em atividades relacionadas à produção textual e ao desenvolvimento de hábitos de escrita. No ambiente universitário, pode dialogar com estudantes que enfrentam dificuldades para produzir trabalhos, artigos, projetos e outras atividades que exigem organização e desenvolvimento de ideias.

A experiência também pode ser levada para outros ambientes de formação e trabalho nos quais a comunicação escrita é parte da rotina. Empresas, instituições culturais, projetos de formação, bibliotecas e espaços voltados à produção de conhecimento podem utilizar a oficina como uma atividade de desenvolvimento das relações dos participantes com a escrita.

Um dos diferenciais está no caráter prático da proposta. Depois de uma primeira etapa dedicada à compreensão do processo de escrita, os participantes passam por um laboratório prático guiado, com exercícios de escrita contínua e intervalos para observar, na prática, as estratégias apresentadas durante a atividade. O material da oficina também prevê momentos de escuta e compartilhamento das experiências dos participantes.

Escrita sem exaustão e com mais fluidez

Para Jacinto Junior, desenvolver uma relação mais saudável com a escrita também passa pela construção de hábitos possíveis de serem incorporados à rotina. Entre as estratégias trabalhadas está a realização de sessões breves de escrita, uma alternativa para pessoas que acreditam precisar reservar longos períodos do dia para conseguir produzir.

A oficina também aborda a solidão frequentemente associada ao processo criativo. A criação de um ambiente de escuta e acolhimento permite que os participantes compartilhem dificuldades, inquietações e experiências, transformando a atividade individual de escrever em uma experiência coletiva de aprendizado.

Com duração aproximada de três horas, O Rio da Escrita necessita de um espaço com mesas ou carteiras para que os participantes possam realizar as atividades. A oficina também pode ser realizada remotamente, por meio do Google Meet, ampliando a possibilidade de participação de pessoas de diferentes localidades.

Mais do que ensinar a escrever, a proposta de Jacinto Junior é ajudar os participantes a compreenderem como escrevem, o que dificulta esse processo e quais estratégias podem tornar a produção mais fluida. Para escolas, universidades e instituições que trabalham diretamente com educação, conhecimento e comunicação, a oficina apresenta uma possibilidade de abordar a escrita não apenas como resultado final, mas também como um processo que pode ser compreendido, praticado e aperfeiçoado.

“Escrever não precisa ser um processo doloroso, solitário ou repleto de ansiedade”, resume a apresentação da oficina, que parte justamente da ideia de criar um ambiente seguro para que os participantes possam experimentar a escrita, reconhecer suas dificuldades e desenvolver novas formas de produzir.

Siga o projeto para mais informações:

https://www.instagram.com/projetoparnaso

É jornalista desde 2018, especialista em mídia esportiva e foi CEO/Fundador do Portal Esporte News. Atuou como jornalista na TV União, radialista na Rádio Fortaleza FM (Câmara Municipal de Fortaleza) e na Rádio Dom Bosco FM. No Portal Mix Press, é CEO/Fundador e colunista, abordando cobertura de eventos, entretenimento e muito mais! | Insta: @joaopedrosilvareal Contato comercial: joaopedro@portalmixpress.com.br

Publicar comentário