Sindicato dos Médicos do Ceará cobra regularização de pagamentos atrasados a profissionais da UTE do SOPAI
O Sindicato dos Médicos do Ceará solicita à direção do Hospital Sociedade de Assistência e Proteção à Infância de Fortaleza (SOPAI), localizado no bairro Carlito Pamplona, a regularização dos pagamentos pendentes dos médicos que atuam na Unidade de Tratamento Especial (UTE) da instituição. De acordo com informações repassadas à entidade, o último pagamento integral realizado à equipe médica correspondeu aos serviços prestados no mês de fevereiro.
Segundo o Sindicato, referente ao mês de março, apenas 50% dos honorários previstos foram pagos, enquanto parte dos profissionais ainda não recebeu nenhum valor correspondente à competência. A expectativa informada inicialmente pela instituição era de que os pagamentos pendentes fossem regularizados até o dia 12 de junho, o que não ocorreu.
Diante da situação, o Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício à direção do SOPAI solicitando a quitação integral dos valores referentes ao mês de março e o pagamento das pendências relacionadas ao mês de abril até o dia 30 de junho. A entidade também pediu a apresentação de um cronograma formal com as datas previstas para a regularização das competências seguintes e esclarecimentos sobre os profissionais que permanecem sem receber o pagamento parcial referente a março.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, alerta que a continuidade dos atrasos pode comprometer a formação das escalas futuras da UTE. “A manutenção da inadimplência e a falta de um cronograma definido para os pagamentos podem comprometer a composição das escalas futuras. Os profissionais já sinalizaram a possibilidade de comunicar formalmente a indisponibilidade para novas escalas a partir de 1º de julho de 2026, caso não haja uma solução, o que pode afetar a continuidade do atendimento pediátrico prestado à população”, afirma.
O Sindicato dos Médicos do Ceará informa que seguirá acompanhando a situação junto à direção do SOPAI e cobrando medidas para a regularização dos pagamentos, com o objetivo de assegurar condições adequadas de trabalho aos profissionais e a continuidade da assistência médica oferecida aos pacientes da unidade.

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