HDL e LDL: qual é o colesterol bom, qual é o ruim e como controlá-los para prevenir doenças graves
Embora o colesterol tenha uma “má fama”, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano, já que é caracterizado como uma gordura que integra as estruturas das células do cérebro, músculos. Apesar de necessário, o colesterol em excesso pode causar sérios problemas para a saúde.
Para fins de distinção, o colesterol HDL é conhecido como o colesterol “bom” por seu papel protetor, onde ele ajuda a prevenir a formação de placas de gordura, reduzindo o risco de infarto e AVC. Já o LDL, que é conhecido como “ruim”, pois transporta a gordura do fígado para as células e se houver excesso ele se deposita nas paredes internas das artérias.
De acordo com Eva Lima, nutricionista do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar, “cerca de 70% a 80% do colesterol do seu corpo é produzido pelo fígado, o restante é obtido pela alimentação, tanto o ruim como o bom”, explica.
A alimentação é uma das principais aliadas no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Segundo a nutricionista, priorizar alimentos in natura e reduzir o consumo de ultraprocessados faz diferença tanto na redução do LDL quanto no aumento do HDL.
“Alimentos ricos em fibras, como aveia, frutas, verduras, legumes e leguminosas, ajudam a reduzir a absorção do colesterol no intestino. Já as gorduras boas, presentes no azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3, como sardinha e salmão, contribuem para elevar os níveis do HDL”, orienta Eva Lima.
Por outro lado, alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, como frituras, embutidos, carnes processadas, biscoitos recheados, salgadinhos e outros produtos ultraprocessados, favorecem o aumento do LDL e o acúmulo de placas nas artérias, elevando o risco de doenças cardiovasculares.
Outra medida indispensável para manter o colesterol sob controle é a realização periódica de exames de sangue. Por meio deles, é possível avaliar os níveis de HDL, LDL, colesterol total e triglicerídeos, identificar alterações precocemente e definir, junto ao profissional de saúde, a melhor estratégia para prevenção ou tratamento.
Além do acompanhamento laboratorial, hábitos como praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e controlar o estresse contribuem para a saúde do coração.
“A prevenção começa com escolhas diárias. Alimentação equilibrada, prática de exercícios e exames periódicos permitem identificar alterações antes que elas evoluam para problemas mais graves, como infarto e acidente vascular cerebral”, conclui a nutricionista.



Publicar comentário