Seletividade alimentar afeta até 80% das crianças com autismo, apontam estudos
A seletividade alimentar é uma das principais dificuldades enfrentadas por famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estudos científicos indicam que entre 50% e 80% dessas crianças apresentam algum grau de restrição alimentar, incluindo recusa de alimentos, limitação de grupos alimentares e resistência a experimentar novos itens.
De acordo com revisão publicada no Journal of Child Neurology (Marí-Bauset et al., 2014), a seletividade alimentar está diretamente associada ao autismo e pode impactar não apenas o estado nutricional, mas também a dinâmica familiar. Pesquisas mais recentes também destacam o papel das alterações no processamento sensorial, que influenciam a aceitação de texturas, sabores e odores.
Na prática, instituições como a Associação Fortaleza Azul – FAZ, que cuida de pessoas com autismo e de seus familiares, acompanham de perto essa realidade, oferecendo suporte às famílias e reforçando a importância de estratégias respeitosas e progressivas no manejo alimentar.
Segurança e previsibilidade ajudam na relação da criança com o alimento
Segundo Thaís de Oliveira, nutricionista parceira da FAZ, a seletividade alimentar não deve ser tratada como “fase” ou “frescura”, mas como um comportamento complexo que envolve fatores sensoriais, emocionais e ambientais. “Muitas dessas crianças precisam de previsibilidade e segurança para se relacionar com o alimento. A pressão durante as refeições costuma piorar o quadro, enquanto abordagens graduais tendem a gerar melhores resultados”, explica.
Entre as estratégias recomendadas estão a exposição repetida aos alimentos, participação da criança no preparo das refeições e a construção de um ambiente alimentar mais tranquilo e previsível. O objetivo não é apenas ampliar o repertório alimentar, mas reduzir o estresse à mesa e promover uma relação mais positiva com a comida.
A FAZ destaca que o acompanhamento profissional e o acolhimento das famílias são fundamentais para o avanço. “Cada criança tem seu próprio ritmo, e respeitar esse processo é essencial para resultados sustentáveis”, finaliza a profissional.
Sobre a FAZ
Fundada a partir da união e do propósito de mães de pessoas autistas, a Associação Fortaleza Azul (FAZ) é uma instituição sem fins lucrativos que atua desde 2015 na promoção do acolhimento, da inclusão e da garantia de direitos dos indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de suas famílias, em Fortaleza.
A entidade desenvolve um trabalho em parceria com profissionais da saúde, órgãos governamentais e empresas, oferecendo atendimento multidisciplinar e promovendo ações educativas voltadas à conscientização da sociedade sobre o autismo, contribuindo para a redução do preconceito e dos estigmas associados à condição.
Entre os projetos realizados pela FAZ estão palestras, capacitações e atividades formativas que reforçam a importância da inclusão social, educacional e profissional das pessoas autistas. A Associação também oferece atendimento jurídico gratuito, destinado tanto aos associados quanto ao público em geral, com orientações nas áreas de educação e saúde. O serviço é realizado em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) e ocorre de forma presencial, mediante agendamento pelo telefone (85) 98186-4552.
A sede da Associação Fortaleza Azul está localizada na Rua Elizeu Oriá, nº 970, no bairro Sapiranga, em Fortaleza (CE). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (85) 98186-4552, pelo e-mail associacaofortalezaazul@gmail.com ou por meio das redes sociais oficiais da instituição:
– Site: http://www.faz.org.br/
– Instagram: @fortalezaazul
– Facebook: https://web.facebook.com/fazbrasil/?_rdc=1&_rdr
– Youtube: https://www.youtube.com/@AssociacaoFortalezaAzulFAZ/videos


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