Artrose e artrite: especialista explica o que funciona para reduzir dor e preservar movimentos
Dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos são queixas frequentes entre pessoas com artrose e artrite. Embora as duas condições afetem as articulações, possuem características diferentes e exigem cuidados específicos. Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, compreender como lidar com esses problemas é importante para preservar a mobilidade e a qualidade de vida.
A artrose está relacionada ao desgaste e às alterações dos tecidos que compõem as articulações. Já a artrite reúne doenças caracterizadas por processos inflamatórios articulares, como a artrite reumatoide. Em ambos os casos, os sintomas podem interferir em atividades cotidianas, como caminhar, subir escadas, abrir recipientes ou permanecer muito tempo em uma mesma posição.
Segundo a fisioterapeuta e sócia do Instituto Movis, Nívia Paula, a presença de dor ou rigidez não deve levar o paciente a interromper completamente os movimentos. “É comum que a pessoa reduza suas atividades por receio de piorar os sintomas. No entanto, a falta de movimento pode contribuir para a perda de força muscular e de mobilidade. O tratamento precisa considerar as condições de cada paciente e buscar uma evolução gradual, respeitando seus limites e objetivos”, explica.
A fisioterapia pode contribuir para o tratamento por meio de exercícios terapêuticos individualizados, fortalecimento muscular, mobilização articular e estratégias para melhorar a capacidade funcional. A escolha dos recursos depende da avaliação profissional, da condição clínica e das necessidades de cada pessoa.
No caso da artrose, o fortalecimento da musculatura que dá suporte às articulações pode ajudar a melhorar a capacidade de realizar atividades diárias e reduzir limitações funcionais. Já em pessoas com artrite, o acompanhamento deve considerar a presença de inflamação, a intensidade dos sintomas e as orientações da equipe médica.
“O exercício precisa ser adequado à realidade de cada paciente. Avaliamos a força, a mobilidade, o equilíbrio e as limitações apresentadas para definir quais movimentos podem ser trabalhados. O objetivo é ajudar a pessoa a realizar suas atividades com mais segurança e preservar sua autonomia”, afirma Nívia Paula.
A especialista também chama atenção para a importância de manter uma rotina de cuidados. A prática regular de atividades físicas, quando indicada, pode contribuir para a manutenção da força muscular, da mobilidade e da capacidade funcional. O controle do peso, a adaptação das atividades e o acompanhamento médico também podem fazer parte da estratégia de cuidado, conforme a necessidade de cada paciente.
Outro ponto importante é evitar a automedicação e a interrupção do tratamento diante de uma melhora momentânea. A redução da dor não significa, necessariamente, que a condição esteja controlada ou que a articulação tenha recuperado sua função.
“Cada paciente apresenta uma história, sintomas e necessidades diferentes. Por isso, é importante acompanhar a evolução e ajustar o tratamento quando necessário.
A fisioterapia atua na recuperação e na manutenção dos movimentos, mas deve estar integrada aos demais cuidados indicados para cada condição”, ressalta.
Diante de dores persistentes, rigidez frequente, inchaço ou dificuldade para movimentar alguma articulação, a recomendação é buscar avaliação profissional. O diagnóstico adequado permite identificar a condição e orientar o tratamento mais apropriado.
Com acompanhamento individualizado e cuidados contínuos, pessoas com artrose e artrite podem trabalhar a manutenção da mobilidade e da independência funcional. A atenção aos sintomas e a adoção de estratégias adequadas são importantes para preservar os movimentos e a participação nas atividades do cotidiano.
Serviço
Instituto Movis
Endereço: Av. Pontes Vieira, 2340 – 4º andar – sala 407 – Dionísio Torres, Fortaleza – CE
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