Fortaleza volta ao Devedômetro e levantamento registra nove municípios cearenses com salários de médicos atrasados
Fortaleza voltou a integrar o Devedômetro, ferramenta do Sindicato dos Médicos do Ceará que monitora municípios com atraso no pagamento dos salários dos médicos. O levantamento referente ao mês de junho, divulgado nesta sexta-feira (3), registra nove municípios cearenses com débitos junto aos profissionais da categoria: Capistrano, Cascavel, Frecheirinha, Fortaleza, Iguatu, Pacatuba, Poranga, São Luís do Curu e Sobral.
O retorno da capital à lista ocorre em razão do atraso no pagamento referente ao mês de maio dos médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Jangurussu, Edson Queiroz e Itaperi, administradas pelo Instituto IDEAS. Já o município de Frecheirinha passa a integrar o Devedômetro pela primeira vez devido à ausência de pagamento pelos serviços prestados em março no Hospital Municipal.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, destaca que o Devedômetro tem como objetivo dar transparência aos atrasos salariais enfrentados pelos profissionais e acompanhar a regularização das pendências pelos gestores públicos.
“A remuneração em dia é um direito básico do médico e uma condição essencial para garantir a continuidade da assistência à população. O Devedômetro é um instrumento de transparência e de acompanhamento dessas pendências, além de reforçar a necessidade de que os gestores cumpram suas obrigações com os profissionais de saúde”, afirma.
Além de identificar os municípios em débito, a ferramenta informa o período dos atrasos e as unidades de saúde envolvidas. Em Fortaleza, as pendências referem-se às UPAs do Jangurussu, Edson Queiroz e Itaperi. Em Frecheirinha, o débito corresponde aos serviços prestados no Hospital Municipal. Também permanecem na lista Capistrano, Cascavel, Iguatu, Pacatuba, Poranga, São Luís do Curu e Sobral, com atrasos registrados entre 2024 e 2026.
O Sindicato dos Médicos ressalta que os dados divulgados refletem as pendências registradas até o fim de junho e que vêm sendo cobradas administrativamente por meio do Departamento Jurídico da entidade. Caso os pagamentos sejam regularizados após a divulgação, a atualização é realizada na edição seguinte do Devedômetro.
Além dos municípios com débitos atuais, outras nove prefeituras seguem com ações judiciais movidas pelo Sindicato para garantir o pagamento dos médicos. São elas: Acarape, Aracati, Catunda, Horizonte, Maranguape, Morada Nova, Mulungu, Paramoti e Pires Ferreira.
Como funciona o Devedômetro
Criado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará em 2017, o Devedômetro monitora municípios com atrasos no pagamento dos médicos. A ferramenta reúne tanto os casos que estão sendo cobrados administrativamente pelo Departamento Jurídico da entidade quanto aqueles que já resultaram em ações judiciais.
O levantamento é atualizado mensalmente. Os médicos que enfrentam atrasos salariais podem acionar o Sindicato, que verifica a denúncia e adota as medidas administrativas e, quando necessário, judiciais para garantir o pagamento dos valores devidos.



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